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Perspectiva Pedagógica
Perspectiva pedagógica do Instituto Nin de Ará
Caros profissionais da infância,
Àqueles que se arriscam a adentrar no mundo da leitura e da escrita acompanhados pelas crianças.
Muitos de nós, quando éramos pequenos, aprendemos a ler e escrever sob a perspectiva de uma lógica positivista, que nos mostrava o que era certo e errado. Assim sendo, nesta perspectiva, o erro deve ser evitado, eliminado, corrigido, punido. E o acerto ressaltado, parabenizado, exaltado, premiado.
Desta feita, temos vergonha do que fazemos errado, ficamos constrangidos e inibidos. Entretanto, já surgiram estudos teóricos e pensamentos na área da educação, da psicologia e da filosofia que questionam essa forma de pensar; e defendem o desenvolvimento do pensamento, a busca pela compreensão e maior autonomia e criticidade de quem aprende.
As atividades que apresentaremos aqui no Instituto Nin de Ará, sustenta-se na perspectiva teórica histórico-cultural. Por isso compreendemos que a atividade, em si mesma, não é o mais importante, mas sim seu desenvolvimento, seu planejamento. A aplicação de uma atividade com a criança, sustenta-se na atuação pedagógica exercida por aquele que conduz o processo: o professor, o psicopedagogo, o pai ou a mãe, enfim aquele que tem a pretensão de ensinar.
Atividades pedagógicas são apenas instrumentos de mediação da aprendizagem. Uma parte da totalidade que é o processo de aprender e ensinar. As atividades que vocês encontrarão aqui, podem parecer que são “mais do mesmo”, porém com o olhar mais atento poderão compreender a proposição de uma ação pedagógica fundamentada, na escuta cuidadosa da criança, no conhecimento pedagógico cuidadoso e criterioso e na interação entre aquele que ensina, aquele que aprende e o objeto do conhecimento: a escrita.
Daí vocês com certeza se perguntarão: Qual a concepção do Instituto Nin de Ará? Qual a lógica do pensamento dessa proposta? Qual o ideário embasa a elaboração dessas sugestões de atividades? E, por fim: qual a ação pedagógica que sustenta sua condução?
Nós, então, respondemos a você: É a perspectiva que concebe a criança como um ser sócio-histórico, que pensa, que interage com o objeto de conhecimento, modificando-o e modificando a si mesma à medida que o apreende. Assim sendo, a criança é um ser social, inteligente, pensante, integrado à cultura e estabelece inúmeras relações, que se constituem como aprendizagens.
Estamos falando de crianças que desde o nascimento encontram-se em interação social com a linguagem oral e escrita, em uma determinada realidade sociocultural. Oralidade e escrita mediadas pelo outro ou por um adulto mais experiente que oferece à criança desafios e novas possibilidades, para que ela vá observando, copiando, pensando, aprendendo, internalizando, elaborando novos conhecimentos acerca da linguagem e do mundo.
Cabe a nós, profissionais da infância motivar:
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O brilho dos olhos curiosos;
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O sorriso das descobertas de novas aprendizagens;
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A tranquilidade de poder errar e tentar de novo;
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O desafio da autocrítica;
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A segurança de poder tentar de novo ao lidar com o não saber;
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A autenticidade da busca pelo saber;
Descobrir que “tudo bem não saber ainda” pois existe a possibilidade de “tentar outra vez”; de “perguntar, ter dúvidas, tentar de novo, pedir ajuda”; tudo isso é um alívio para aquele que aprende. Entende-se que a aceitação do não saber, é estruturante para a constituição do saber.
Para tanto, a realização das atividades a seguir, terão validade se conduzidas por um adulto que respeita o não-saber e entende que aprender é processo. Que respeita o erro, como hipótese, e oferece questionamentos, desafios e respostas que sejam facilitadoras para o aprender.
Seja bem vindo(a) ao Instituto Nin de Ará
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